domingo, 16 de fevereiro de 2014

Amor na idade da pedra


I

O seu coração 
é uma ave 
triste
trespassada
pelo silício
da memória 
que persiste
em te amar.

II

Morre
devagar
corre
um sonho 
rupestre 
e de sílex
não desiste
luz etérea 
sobrevive
exangue
por amar-te
pigmentos
de Altamira
de escrita
visceral.

III

No silêncio 
e na angústia
do seu peito
o equívoco
perdura 
perene 
a adoração
por empedernido 
coração.

Lisboa, 16 de Fevereiro de 2014
Carlos Vieira


Sem comentários:

Enviar um comentário