pediu à florista
- " quero flores?"
ela retorquiu
- "que flores?
para que efeito?
ou "para que enfeito?"
- " não sei! quero
flores verdadeiras!"
desesperada,
a florista insistiu
- " quer um bouquet?
uma coroa? um arranjo?
dois ou três pés"
- " é para uma mulher?
para alguém que faleceu?"
subitamente,
parecendo acordado
replicou " não!
são para mim!
são para mim!
talvez, dois três pés!
sobretudo é importante
o seu perfume!
que me faça lembrar,
para quem vivo
e por quem morro!
flores de coragem,
que aguentem!"
Lisboa, 23 de Abril de 2014
Carlos Vieira
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