segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Jardim proibido I



Há dias assim
em que dentro
de si
há um jardim
proibido
e dos seus olhos
esvoaçam
pássaros loucos
e nos seus lábios
sabe-se de desesperadas
sílabas
das flores nocturnas
e das afiadas
pétalas
nas suas mãos
ensanguentadas
e contenta-se
num reencontro
de um qualquer  regaço
um qualquer perfume
um eterno retorno.

Lisboa, 18 de Agosto de 2014
Carlos Vieira



Pintura de John William Waterhouse

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