sábado, 16 de fevereiro de 2013

Poema de mínima precipitação


 

 

Podes ouvir-me

estou na terra

de ninguém

no meio do nada

o eco do teu nome

é no silêncio

uma gota de água

trazida pela brisa

que foi rumor

dos teus lábios

agora sim

posso partir

em segredo

ao escutar de volta

os teus passos

calam-se os olhos

incapazes

de suster o fulgor

da tua imagem

definitiva.

 

Lisboa, 16 de Fevereiro de 2013

Carlos Vieira
 

 
                                                Imagem de “Stalker”, filme de Andrei Tarkovski

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