quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Viagens II
Aperto o sinto, o avião levanta voo
em terra ficou o meu coração
para onde vou?
Lisboa, 8 de Janeiro de 2014
Carlos Vieira
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Viagens I
Estou fora de mim
por favor não incomode
fui em viagem.
Lisboa, 7 de Janeiro de 2014
Carlos Vieira
A arte de viajar
«Viajar é desaparecer, uma incursão solitária por uma estreita linha geográfica até ao esquecimento»
Paul Theroux, em "O Velho Expresso da Patagónia"
Paul Theroux, em "O Velho Expresso da Patagónia"
Embriaga-te
Deve-se estar sempre bêbado. É a única questão.
A fim de não se sentir o fardo horrível do tempo,
que parte tuas espáduas e te dobra sobre a terra.
É preciso te embriagares sem trégua.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude?
A teu gosto, mas embriaga-te.
E se alguma vez sobre os degraus de um palácio,
sobre a verde relva de uma vala,
na sombria solidão de teu quarto,
tu te encontrares com a embriaguez já minorada ou finda,
peça ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo aquilo que gira, a tudo aquilo que voa,
a tudo aquilo que canta, a tudo aquilo que fala, a tudo aquilo que geme.
Pergunte que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, o pássaro,
o relógio, te responderão.
É hora de se embriagar!!!
Para não ser como os escravos martirizados pelo tempo, embriaga-te.
Embriaga-te sem cessar.
De vinho, de poesia ou de virtude.
A teu gosto.
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=151087#ixzz2pktMR1gi
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
A fim de não se sentir o fardo horrível do tempo,
que parte tuas espáduas e te dobra sobre a terra.
É preciso te embriagares sem trégua.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude?
A teu gosto, mas embriaga-te.
E se alguma vez sobre os degraus de um palácio,
sobre a verde relva de uma vala,
na sombria solidão de teu quarto,
tu te encontrares com a embriaguez já minorada ou finda,
peça ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo aquilo que gira, a tudo aquilo que voa,
a tudo aquilo que canta, a tudo aquilo que fala, a tudo aquilo que geme.
Pergunte que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, o pássaro,
o relógio, te responderão.
É hora de se embriagar!!!
Para não ser como os escravos martirizados pelo tempo, embriaga-te.
Embriaga-te sem cessar.
De vinho, de poesia ou de virtude.
A teu gosto.
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Nadir
Admito
que me acalma
com o olhar
de terra firme
domar
o mar feroz
a salpicar o céu
cortar onda a onda
furar as nuvens
ainda que
chegue a nado
exausto
ao sonho
que paira
e se desfaz
em espuma
em sal
sem partir
chegamos
num grande voo
astral
dentro
e fora de nós
ao grande
domínio
parabólico
do nada.
Lisboa, 7 de Janeiro de 2014
Carlos Vieira
O valor e qualidade do amor
Portanto, o valor e qualidade do amor é decidido apenas pelo próprio amante. É por esta razão que muitos preferem amar a ser amados. Quase toda a gente quer ser o amante. E a verdade nua e crua é esta: no íntimo, o facto de ser amado é intolerável para muita gente. O amado teme e odeia o amante, e pela melhor das razões. O amante quer sempre mais intensamente ao seu amado, ainda que isso lhe cause somente dor.
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
Carson McCullers, A Balada do Café Triste
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